Com receitas artesanais e ingredientes regionais, a Doces Tropicais levou o sabor autêntico da Amazônia à Mostra de Bioeconomia do Txai Amazônia. Durante o Seminário Internacional Txai Amazônia, realizado recentemente em Rio Branco (AC), a Mostra de Bioeconomia se consolidou como um dos grandes destaques da programação. O espaço reuniu cerca de 20 iniciativas da Amazônia Legal que apresentaram produtos e serviços originados diretamente das cadeias produtivas da sociobiodiversidade, conectando saberes tradicionais, inovação e sustentabilidade. Entre os expositores, a Doces Tropicais encantou o público com seus produtos artesanais e cheios de identidade regional. Especializada em transformar a riqueza natural da Amazônia em sabores únicos, a marca apresentou uma seleção irresistível de doces, biscoitos, castanhas cristalizadas e bombons produzidos com ingredientes naturais e processo 100% artesanal — desde a obtenção da fruta até o produto final. O destaque ficou por conta do bombom de cupuaçu, uma verdadeira explosão de sabor que representa o encontro entre tradição, afeto e biodiversidade amazônica. A participação da marca reforça o papel do Txai Amazônia como um espaço de valorização das cadeias da sociobiodiversidade, estimulando conexões entre empreendedores, investidores e gestores públicos, e promovendo visibilidade para produtos sustentáveis da floresta. Foto: Agência Nexo
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Txai Amazônia: pesquisa e conhecimento impulsionam o futuro da bioeconomia na floresta
Liderado pelo Instituto Sapien, o Seminário Internacional reuniu lideranças, pesquisadores, empreendedores e comunidades de nove estados amazônicos para transformar dados, experiências e saberes em caminhos para o desenvolvimento sustentável. No coração da Amazônia, um projeto está transformando o futuro da bioeconomia brasileira. O Seminário Internacional Txai Amazônia reuniu lideranças, especialistas e comunidades dos nove estados da Amazônia Legal, além de convidados do Peru e da Bolívia, em uma imersão de quatro dias de trocas, aprendizados e produção de conhecimento científico e intercultural. Realizado de 25 a 28 de junho de 2025, em Rio Branco (AC), o evento foi liderado pelo Instituto Sapien, em parceria com mais de 25 instituições nacionais e internacionais, envolvendo governos, universidades, centros de pesquisa, empreendedores e representantes da sociedade civil. O Encontro Técnico Intercultural, eixo central do seminário, promoveu 15 painéis temáticos sobre os sete eixos estratégicos da bioeconomia, articulando ciência, tecnologia, inovação, cultura e saberes tradicionais. Os debates e estudos apresentados resultaram em proposições concretas para o fortalecimento da sociobiodiversidade e das cadeias produtivas sustentáveis da região amazônica. Com mais de 1.500 participantes presenciais por dia e uma audiência digital superior a 5.000 pessoas ao vivo, o Txai Amazônia também alcançou um impacto expressivo nas redes, com mais de 208 mil pessoas impactadas pelas publicações do evento. A Mostra Cultural Txai Amazônia deu vida à diversidade regional, reunindo 30 expositores e promovendo 65 atividades artísticas, que valorizaram a riqueza cultural e o empreendedorismo amazônico — parte essencial da pesquisa viva sobre os impactos da bioeconomia na região. Os resultados reforçam a relevância científica e prática da iniciativa: 20 casos de sucesso de negócios sustentáveis apresentados pelos nove estados amazônicos; Negócios de impacto com movimentação de até R$ 200 mil; 100% dos expositores afirmaram ter ampliado redes de cooperação e aberto novos mercados; 90% dos participantes avaliaram o evento como excelente. Como legado, o evento consolidou a Carta de Proposições do Txai Amazônia, documento elaborado a partir das discussões e pesquisas apresentadas, que orienta políticas públicas, inovação e sustentabilidade, reforçando o compromisso com quem mantém a floresta em pé. Mais de 90% dos participantes já manifestaram o desejo de participar das próximas edições, sugerindo novas cidades amazônicas como sede. Txai Amazônia. Onde conhecimento, tradição e inovação se encontram para desenhar o futuro da floresta. 🌿 Assista ao vídeo
Delícias da Lu encanta o público na Mostra Gastronômica do Txai Amazônia
Sabores da floresta, afeto e tradição marcaram a participação do Delícias da Lu na Mostra Gastronômica do Txai Amazônia, celebrando a culinária acreana e o valor da bioeconomia regional. A Mostra Gastronômica do Seminário Internacional Txai Amazônia reuniu sabores e histórias que traduzem a essência da floresta — e o Delícias da Lu marcou presença levando o melhor da comida caseira acreana, preparada com afeto e tradição. Comandado pela chef Mariana Frota, o restaurante Delícias da Lu é referência em culinária afetiva em Rio Branco, oferecendo buffets e cardápios personalizados para eventos de todos os tamanhos. Cada prato carrega o sabor da casa e o cuidado artesanal que transformam o simples ato de comer em uma experiência de aconchego e memória. Durante o Txai Amazônia, o espaço se tornou um verdadeiro ponto de encontro entre visitantes, expositores e convidados, celebrando a diversidade gastronômica da Amazônia. O cardápio especial preparado para o evento destacou ingredientes regionais e temperos típicos, valorizando produtores locais e a cultura alimentar do território. A participação do Delícias da Lu na Mostra Gastronômica reforçou a proposta do Txai Amazônia de promover integração entre sabores, saberes e sustentabilidade, conectando o público à riqueza da culinária regional. Mais do que uma refeição, o Delícias da Lu levou ao Txai o sabor da Amazônia servido com amor — um convite para apreciar, valorizar e preservar o que a nossa terra tem de melhor.
OZO Óleos Terapêuticos levou a força da bioeconomia acreana ao Seminário Txai Amazônia
Da floresta para o bem-estar: empresa acreana apresentou produtos naturais que unem tradição, ciência e sustentabilidade. A bioeconomia amazônica mostrou sua força durante o Seminário Internacional Txai Amazônia, realizado no Acre, que reuniu iniciativas inovadoras capazes de transformar os recursos da floresta em oportunidades de desenvolvimento sustentável. Entre os expositores, a OZO Óleos Terapêuticos esteve presente com produtos que traduzem a potência da biodiversidade em saúde, bem-estar e inovação. Fundada há cerca de dois anos no Acre, a OZO foi a primeira empresa local a produzir, com marca própria, óleos essenciais e vegetais puros, além de comercializar óleos ozonizados – tecnologia que preserva as propriedades terapêuticas do ozônio medicinal. Os blends desenvolvidos a partir de plantas e ervas medicinais da Amazônia conquistaram espaço no mercado nacional, destacando-se pela eficácia e pelos benefícios naturais. Os óleos ozonizados e essenciais da OZO têm aplicações diversas: desde o tratamento de problemas de pele, como acne, dermatite e psoríase, até o cuidado com a saúde emocional, auxiliando no combate à ansiedade e à depressão. Além disso, a marca apresentou no evento outros produtos complementares, como velas veganas aromáticas, escalda-pés, difusores e sais de banho, todos inspirados na riqueza da floresta. A participação da OZO no Seminário Txai Amazônia reforçou a importância de iniciativas empreendedoras que conectam ciência, inovação e saberes tradicionais para gerar soluções sustentáveis e valorizar a sociobiodiversidade da região. Cada frasco produzido pela empresa levou consigo a essência da Amazônia, transformando recursos naturais em produtos de alto valor agregado, que promovem bem-estar e cuidam da saúde de forma natural e terapêutica. Assim, a presença da OZO entre os expositores do evento evidenciou como o Acre está no centro de um movimento global pela bioeconomia, mostrando que a floresta em pé é fonte de oportunidades, conhecimento e prosperidade para o Brasil e para o mundo.
Rafa Brozzo levou a culinária acreana para o mundo no Txai Amazônia
Durante o Seminário Internacional Txai Amazônia, realizado de 25 a 28 de junho no eAmazônia/Ufac, a gastronomia também teve espaço de destaque. A Mostra Gastronômica reuniu nomes importantes da cozinha local e apresentou ao público a riqueza de sabores que a bioeconomia amazônica pode oferecer. A curadoria ficou a cargo da chef Rafa Brozzo, empresária à frente do Quentinha Express e uma das vozes mais ativas na valorização da culinária regional. Com menus de degustação que exploraram ingredientes nativos, Rafa reforçou a importância de integrar inovação, pesquisa e tradição à mesa. Seu trabalho foi marcado pela busca constante de produtos locais, pela proximidade com comunidades tradicionais e pelo uso criativo das PANCs (Plantas Alimentícias Não Convencionais). Reconhecida por transformar a cozinha em um meio de conexão cultural e social, Rafa defendeu que gastronomia e turismo caminham juntos e podem impulsionar o desenvolvimento sustentável do Acre. Sua atuação no evento simbolizou não apenas a diversidade de pratos, mas também a força de uma identidade que colocou o estado no mapa gastronômico da Amazônia e do Brasil. Conheça mais sobre o trabalho da chef: @rbrozzo @quentinhasexpressac @acreparaomundo
Shahu Rautihu Keneya: ancestralidade em cada detalhe
“Cada peça carrega a essência da nossa cultura Yawanawá: força, tradição e beleza. Não é apenas artesanato, é história viva sendo compartilhada. Apoie o feito à mão, apoie o originário.” A presença da Shahu Rautihu Keneya — Joias Ancestrais como expositora no Seminário Internacional TXAI Amazônia foi mais que uma vitrine de produtos: foi a afirmação de que a bioeconomia da floresta também se sustenta em arte, memória e ancestralidade. Em sintonia com a essência do seminário — valorizar saberes tradicionais, fortalecer a sociobiodiversidade e abrir caminhos para novas formas de desenvolvimento sustentável —, o artesanato das três mulheres Xiú Shanenawa, Raíssa Yawanawá e Valdenira Huni Kuin conquistou olhares e corações, traduzindo em peças a voz da floresta. No coração da Amazônia, elas erguem arte que fala — tecida com fios de resistência, miçangas de ancestralidade, cores que nascem da terra e da passagem do tempo. São a Shahu Rautihu Keneya, cuja mão, no gesto de criar, honra raízes antigas e abre caminhos novos. Essa frase-manifesto que acompanha seu trabalho ecoa em cada peça. Colares, brincos e adornos deixam de ser apenas ornamentos: tornam-se poemas visuais. Cada miçanga nasce da floresta ou do rio, passa pelas mãos que respeitam e carregam saberes, onde cada cor tem um porquê, cada forma um sentido. As artesãs se definem como apaixonadas pela cultura amazônica — profundamente respeitosas. E esse respeito se reflete em tudo: nos pigmentos naturais, nas tramas que seguem padrões antigos, nos detalhes que reiteram identidade. Há, nas bordas circulares, nas franjas e no brilho das contas coloridas, a voz de mulheres que insistem em existir em sua história, em sua arte, em seu ser originário. Conheça o perfil: https://www.instagram.com/shahu_rautihu.keneya/ Foto: Arquivo Instagram Shahu Rautihu Keneya
Daval Alimentos transforma ingredientes da floresta em produtos gourmet em Roraima
Outro destaque do painel de cases de sucesso do Txai Amazônia foi a Daval Alimentos Amazônicos, de Boa Vista (RR), uma iniciativa nascida da agricultura familiar que vem conquistando mercados com uma linha de geleias e pimentas produzidas a partir de ingredientes da floresta. Apresentada por Valdeniza Bezerra, a empresa utiliza frutas e especiarias como tucumã, pupunha, manga, mel e diversas variedades de pimenta para desenvolver produtos com valor agregado e identidade regional forte. “Trabalhamos com o que temos de melhor: a biodiversidade do nosso território e o saber das nossas famílias. Cada produto carrega uma história e uma origem que queremos valorizar”, explicou Valdeniza durante sua participação. A Daval é exemplo claro de como pequenos produtores podem se tornar protagonistas da bioeconomia, gerando renda, inovação e promovendo o uso sustentável dos recursos locais. O case evidencia a força da agricultura familiar na transformação de ingredientes nativos em produtos com apelo de mercado e identidade amazônica. Foto: Agência Nexo
Seminário Internacional Txai Amazônia consolida Carta de Proposições para o fortalecimento da bioeconomia
O Seminário Internacional Txai Amazônia, realizado em junho no Acre, resultou na elaboração de uma Carta de Proposições que reúne as principais diretrizes para o desenvolvimento da bioeconomia na Amazônia Legal e nos países da fronteira regional. O documento apresenta a síntese das contribuições discutidas nos painéis do seminário e aprovadas na Conferência Final, refletindo consensos e divergências em torno dos caminhos para o fortalecimento da bioeconomia. As proposições foram consolidadas em eixos temáticos, com foco em clareza, objetividade e precisão técnica, eliminando repetições e subjetividades, mas preservando a diversidade de perspectivas. Entre os objetivos, a Carta busca servir como instrumento técnico para subsidiar políticas públicas e ações estratégicas, orientando governos, sociedade civil e setor privado na construção de soluções para o desenvolvimento sustentável da Amazônia. O documento final foi encaminhado a mais de 150 autoridades e instituições das esferas federal, estaduais e municipais, além de organizações da sociedade civil, agências de fomento, universidades e centros de pesquisa, fortalecendo o diálogo multissetorial e regional em torno da bioeconomia. Com essa entrega, o Txai Amazônia reafirma seu papel como espaço de convergência de ideias, cooperação internacional e promoção de alternativas sustentáveis para a Amazônia Legal e os países vizinhos. Clique aqui para ver a carta.
Povo Zoró fortalece autonomia com produção de castanha-do-Brasil no Mato Grosso
No Seminário Internacional Txai Amazônia, realizado em junho no Acre, o Projeto Mam Gap, desenvolvido pela Associação do Povo Indígena Zoró (Apiz), foi apresentado como um exemplo contundente de como a bioeconomia pode impulsionar autonomia, identidade cultural e protagonismo indígena. Representado por Alexandre Zoró, o projeto mostrou que a produção de castanha-do-Brasil, quando aliada ao saber tradicional e ao fortalecimento comunitário, vai muito além da geração de renda: torna-se uma estratégia de resistência e valorização do território. “Atuamos dentro da bioeconomia com foco no extrativismo, principalmente por meio da castanha. É um trabalho que resgata saberes, gera autonomia e mantém viva a conexão com nossa terra”, afirmou Alexandre durante sua fala no seminário. A iniciativa integra a cadeia produtiva da sociobiodiversidade com respeito à cultura do povo Zoró, fomentando práticas sustentáveis e alianças com parceiros que valorizam a floresta em pé. O case mostrou como projetos indígenas são essenciais para o fortalecimento da bioeconomia amazônica com justiça social e ambiental. Foto: Agência Nexo
Pronatus transforma biodiversidade em cosméticos funcionais e acessíveis na Amazônia
Durante o Seminário Internacional Txai Amazônia, realizado em junho no espaço e-Amazônia da UFAC, uma das histórias que mais chamou atenção foi a da Pronatus do Amazonas Beleza e Cosméticos. Com quase 40 anos de atuação no mercado, a empresa foi apresentada como um case de sucesso da bioeconomia amazônica, destacando-se por unir conhecimento técnico, saberes da floresta e inovação no setor cosmético. Fundada pelo farmacêutico Evandro da Silva, a Pronatus nasceu do sonho de desenvolver uma linha de produtos que traduzisse a riqueza da biodiversidade amazônica em cosméticos eficazes, populares e comprometidos com a saúde e o meio ambiente. A empresa aposta em fórmulas com propriedades terapêuticas, produzindo itens como shampoos, sabonetes, óleos de massagem e outros produtos à base de ingredientes da floresta. O diferencial está na abordagem conhecida como “cosmético funcional”, ou “cosmecêutico”, conceito ainda não regulamentado pela Anvisa, mas que acompanha uma tendência crescente no mercado global. “Trabalhamos com o que chamamos de cosmético funcional. É ciência aplicada à biodiversidade, com um propósito social e ambiental claro”, explicou Evandro durante sua participação no seminário. A presença da Pronatus no Txai Amazônia reforçou que a valorização da sociobiodiversidade pode gerar soluções de bem-estar e promover desenvolvimento econômico com identidade regional. Com raízes profundas no Amazonas, a empresa é exemplo de como a floresta pode inspirar negócios inovadores e comprometidos com o futuro sustentável da região.