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Painel debate políticas e impactos do manejo florestal madeireiro e bambu na Amazônia no 1º dia do Txai Amazônia

Painel debate políticas e impactos do manejo florestal madeireiro e bambu na Amazônia no 1º dia do Txai Amazônia

O engenheiro florestal Marcos Rino mediou a conversa sobre o potencial produtivo da floresta com o professor Thiago Augusto da Cunha. O Seminário Internacional Txai Amazônia começou a programação da tarde de seu primeiro dia, nesta quarta-feira (25), abordando o potencial produtivo da Amazônia. O engenheiro florestal Thiago Augusto da Cunha discutiu o manejo para produção de madeira e toras. O Painel “Manejo florestal madeireiro e bambu da Amazônia” foi mediado pelo também engenheiro florestal Marcos Rino e contou com a presença de Adelaide de Fátima e Sabina Cerruto Ribeiro, pesquisadoras da área. Sobre a conciliação entre políticas públicas, pesquisa e uso de recursos florestais, Cunha falou sobre processos e conquistas junto a órgãos de fiscalização no país: “Nós estamos aguardando um retorno do Ibama, porque a gente produziu um documento técnico, abrangente, considerando a taxa de mortalidade da floresta, ou seja, toda a dinâmica da floresta”, descreveu sobre a ação realizada pela Embrapa Acre. Manejo no Acre Em nível estadual, no painel, foi mencionado que estão sendo realizadas reuniões com o Instituto do Meio Ambiente do Acre (Imac), inclusive na Assembleia Legislativa, sobre o assunto. No contexto de tecnologias para o manejo florestal, o uso de dados confiáveis é fundamental, segundo o mediador. “A aplicação de ferramentas da tecnologia de inovação depende muito de dados e a gente conseguiu pesquisas”, reafirma Rino. O Txai Amazônia segue até sábado (28), das 9 às 17 horas, promovendo diálogos e articulações entre os nove estados da Amazônia Legal, além de Bolívia e Peru.

Aberto ao público: Txai Amazônia promove imersão em sociobiodiversidade, bioeconomia e inovação na região

Aberto ao público: Txai Amazônia promove imersão em sociobiodiversidade, bioeconomia e inovação na região

O Seminário Internacional Txai Amazônia iniciou as atividades nesta quarta-feira, dia 25, no eAmazonia da Universidade Federal do Acre (Ufac). Com uma programação totalmente gratuita, que se estende até o sábado, 28, o evento reúne gestores públicos, empresários, empreendedores, artistas, promotores de cultura, estudantes e pesquisadores para discutir bioeconomia e sociobiodiversidade na região amazônica. Segundo o presidente do Instituto Sapien, Lucas Varela, o seminário se apresenta sob o ponto de vista do desenvolvimento econômico. “A gente está buscando, trazendo nomes, experiências, cases de outros estados, de outros países, justamente para que os empreendedores, startups, as pessoas possam ver isso como exemplo de produção, de como se desenvolver através de produtos da bioeconomia, que são naturais da Amazônia. A gente quer mostrar como é essa ligação que existe entre os povos tradicionais e povos indígenas, de como eles já vivem com subsídios da natureza. A gente quer mostrar que isso é possível, que tem uma perspectiva possível sob o ponto de vista de geração de emprego, de renda, de trabalho através de produtos da natureza”, salientou. Representando o governador do Acre, Gladson Cameli, a anfitriã do Txai Amazônia e secretária extraordinária de Povos Indígenas do Estado, Francisca Arara, celebrou a parceria. “É uma pauta importante e, para nós, é muito bom, porque é aquilo que nós já fazemos na prática. Hoje o governo do Acre, através da Sepi, fomenta a participação e o olhar dos povos indígenas, das populações tradicionais. É valorizar o território, os direitos indígenas, a matéria-prima, o conhecimento tradicional, porque nós temos outro olhar da bioeconomia, da sociobiodiversidade, e isso casa com o olhar científico e com a tecnologia”, disse. O presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Acre (Fapac), Moisés Diniz, explica que o seminário internacional é o primeiro da Amazônia com esse caráter realizado no Acre e destaca o apoio do governo do Estado. “O evento conta com o apoio financeiro do governo do Acre através da Fapac e outras instituições, além do apoio do governo federal, para que a gente possa discutir bioeconomia e sociobiodiversidade, que é uma forma de buscar e encontrar aqui na Amazônia os recursos para a nossa própria sobrevivência, unindo o saber tradicional dos povos indígenas, das populações tradicionais e a tecnologia”, ressalta. Txai Amazônia O Txai Amazônia conta com a participação de representantes dos nove estados da Amazônia Legal, além de comitivas do Peru e Bolívia. Durante os quatro dias de evento, serão apresentados sete eixos temáticos em 15 painéis. A Mostra Artística Cultural de Bioeconomia vai transformar o palco do Txai Amazônia com 23 apresentações e mais de 160 artistas acreanos envolvidos. O seminário também vai promover a Mostra Gastronômica, reunindo seis importantes chefs da culinária amazônica, além de uma feira com mais de 20 empreendedores da bioeconomia acreana. O evento é aberto ao público e as inscrições podem ser feitas, de forma gratuita, pela plataforma Sympla, por meio do site do evento www.txaiamazonia.com.br

Tradição e cultura se unem em vivência indígena no Txai Amazônia

Tradição e cultura se unem em vivência indígena no Txai Amazônia

Ritmo, alegria, dança e tradição: assim foi a vivência indígena na primeira manhã de programação do Txai Amazônia, que acontece entre 25 e 28 de junho. A comitiva do Centro Huwã Karu Yuxibu Shukutã Bari Bay, da etnia Huni Kuin, promoveu uma apresentação, defumação de incenso e uma imersão em sua cultura. O líder espiritual e cantor Mapu Huni Kuin destaca que os cantos exaltam a natureza e a terra. Além da música, os povos originários também ofereceram incensos para o público participar da atividade. Ainda nesta quarta-feira, dia 25, a mostra artística conta com uma sessão de cinema com o projeto FestCine Originários, além de aula-espetáculo “Carimbó para o despertar do corpo”, com a artista Camila Cabeça, Sunset com DJ e a apresentação de Dito Bruzugu, com Forró no Balde. Nesta quinta-feira, dia 26, o espetáculo “Afluentes Acreanos” abre a programação da mostra, que também conta com vivência com Trz Crew – Graffiti, Música e Spoken Word, mais uma sessão de cinema com o projeto FestCine Originários, espetáculo de dança “Performance Corpo Terreiro de Arte”, Sunset com DJ e apresentação do grupo Jabuti Bumbá. Durante a sexta-feira, dia 27, o espetáculo “Tonha” inicia o dia de programação, seguido da vivência com Grupo Saiti Munuti Yawanawa “Cantos e Encantos”, sessão de cinema FestCine, desfile Yawa Tari, Sunset com DJ e show “Salve Essa Terra”. O último dia de programação, sábado, dia 28, terá sessão de cinema FestCine Originários, vivência com Grupo Shane Yawa Saity, espetáculo de dança “Correrias”, Sunset com DJ e o show do artista Ixã Baribay. Txai Amazônia O Txai Amazônia vai contar com a participação de representantes dos nove estados da Amazônia Legal, além de comitivas do Peru e Bolívia. Durante os quatro dias de evento, serão apresentados sete eixos temáticos em 15 painéis. A Mostra Artística Cultural de Bioeconomia vai transformar o palco do Txai Amazônia com 23 apresentações e mais de 160 artistas acreanos envolvidos. O seminário também vai promover a Mostra Gastronômica, reunindo seis importantes chefs da culinária amazônica, além de uma feira com mais de 20 empreendedores da bioeconomia acreana. O evento é aberto ao público e as inscrições podem ser feitas, de forma gratuita, pela plataforma Sympla, por meio do site do evento www.txaiamazonia.com.br.

Com programação gratuita, Seminário Internacional Txai Amazônia inicia nesta quarta-feira em Rio Branco; confira

Com programação gratuita, Seminário Internacional Txai Amazônia inicia nesta quarta-feira em Rio Branco; confira

Assessoria O Seminário Internacional Txai Amazônia estreia nesta quarta-feira, 25, em Rio Branco, a partir das 8 horas, no espaço do eAmazônia da Universidade Federal do Acre (Ufac). Com uma programação que se estende até o sábado, 28, totalmente gratuita, o evento vai reunir gestores públicos, empresários, empreendedores, artistas, fazedores de cultura e pesquisadores pata discutir bioeconomia e sociodiversidade na Amazônia. O Txai Amazônia vai contar com a participação de representantes dos nove estados da Amazônia Legal, além de comitivas do Peru e Bolívia. Durante os quatro dias de intensa troca de conhecimentos, serão apresentados sete eixos temáticos interconectados em 15 painéis dinâmicos. Mais que gerar um espaço de discussão para políticas públicas, o Txai Amazônia vai proporcionar a conexão e o network entre empreendimentos amazônicos que vão apresentar suas experiências e fomentar possíveis investidores. Soma-se ainda ao evento a Mostra Artística Cultural de Bioeconomia, que vai transformar o palco do Txai Amazônia em uma efervescência cultural, com 23 apresentações e mais de 160 artistas acreanos envolvidos. O seminário também vai promover a Mostra Gastronômica, reunindo seis importes chefs da culinária amazônica, além de uma feira com mais de 20 empreendedores da bioeconomia acreana. O Instituto SAPIEN, Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT) dedicada à pesquisa e gestão para o desenvolvimento regional, em colaboração estratégica com o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR) e o Governo do Estado do Acre, por meio da Secretaria de Estado de Povos Indígenas (SEPI), da Secretaria de Estado de Planejamento (SEPLAN), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Acre (FAPAC) e outras 25 instituições acreanas, promovem o evento de alcance internacional. Confira a programação desta quarta-feira: Logo às 7h da manhã, o público será recebido com credenciamento e uma cerimônia de boas-vindas. Às 8h30, o líder espiritual Mapu Huni Kuin conduz o ritual de abertura com rezos sagrados e a força ancestral da floresta, seguido de uma fala de boas-vindas do presidente do Instituto Sapien, Lucas Varela, e demais autoridades presentes. A programação da manhã segue com o painel “O olhar indígena para a construção dos conceitos de sociobiodiversidade e sociobioeconomia”, mediado por Francisca Arara, Secretária Extraordinária dos Povos Indígenas do Acre, a partir das 9h30. Na sequência, às 11h, acontece um intercâmbio cultural com a comitiva Huni Kuin do Centro Huwã Karu Yuxibu Shukutã Bari Bay, seguido pelo debate sobre o “Plano Nacional da Bioeconomia”, mediado por Marky Brito, diretor de desenvolvimento regional do Estado. À tarde, os olhares se voltam para o potencial produtivo da floresta. Às 14h, o engenheiro florestal Marcos Rino media o painel sobre manejo madeireiro e uso do bambu amazônico como alternativa sustentável. No mesmo horário, o público poderá conhecer de perto duas iniciativas inspiradoras com os casos de sucesso: a Amazon Biotechnology, com soluções biotecnológicas para a floresta, e a Da Tribu, empreendimento paraense que transforma borracha em arte e resistência. Às 15h30, a especialista Alessandra Peres conduz uma mesa sobre instrumentos financeiros para a bioeconomia, com foco em oportunidades públicas e internacionais para serviços ambientais. Em paralelo, a mostra de casos de sucesso traz o Projeto RECA, modelo de reflorestamento comunitário, e a JL Paula JR DESIGN, que conecta inovação, produtos sustentáveis e branding com impacto positivo. Fechando o primeiro dia, às 16h30, o painel “Bioeconomia e Agro” será mediado por Edivan Maciel, propondo uma provocação necessária: como aproximar o agronegócio de práticas sustentáveis e como a bioeconomia pode influenciar os modos de produção do campo. Bioeconomia, gastronomia e cultura Além dos painéis e debates, o público que circular pelo espaço do eAmazônia encontrará durante os quatro dias de evento a Mostra Cultural de Bioeconomia, um ponto de encontro entre saberes tradicionais, inovação e resistência. Expositores de toda a Amazônia Legal apresentarão biojoias, cosméticos naturais, utensílios em madeira, tecnologias sustentáveis e filtros de água potável pensados para comunidades isoladas. A Mostra Gastronômica também promete encantar os sentidos com sabores da floresta. Receitas ancestrais, ingredientes da sociobiodiversidade e a criatividade de chefs e cozinheiras tradicionais estarão reunidas para valorizar os alimentos que nascem da terra. E como cultura se vive com o corpo inteiro, às 15h a cantora Camila Cabeça conduz uma vivência dançante de carimbó, ritmo tradicional do Norte. Ao fim da tarde, a banda Forró no Balde leva ao palco o som do seringal, com um repertório de forró que embala a memória afetiva das comunidades ribeirinhas e urbanas do Acre. E todos os dias, ao meio-dia, o FestCine Originários entra em ação, com produções audiovisuais que retratam a vida na floresta, por meio de uma curadoria de filmes que colocam indígenas como protagonistas. A DJ Cau Bartholo também estará presente nos quatro dias de programação, sempre a partir das 17h, com sets inspirados na ancestralidade amazônica.

Ancestralidade e Inovação: Txai Amazônia inicia jornada pela sociodiversidade e bioeconomia nesta quarta-feira; confira

Ancestralidade e Inovação: Txai Amazônia inicia jornada pela sociodiversidade e bioeconomia nesta quarta-feira; confira

Primeiro dia do seminário internacional terá cantos sagrados, debates com lideranças da floresta e mostra de experiências bem-sucedidas da economia amazônica O espaço do eAmazônia na Universidade Federal do Acre (Ufac) será palco da abertura do Seminário Internacional Txai Amazônia, na próxima quarta-feira (25), pela primeira vez no Acre. Com espiritualidade, ciência e ancestralidade reunidas no mesmo espaço, o evento marca o início de quatro dias de programação dedicada à valorização da sociobioeconomia e valorização da sociobiodiversidade amazônica, como vetor do desenvolvimento sustentável na região. Nesta quarta-feira, às 7h da manhã, o público será recebido com credenciamento e uma cerimônia de boas-vindas. Às 8h30, o líder espiritual Mapu Huni Kuin conduz o ritual de abertura com rezos sagrados e a força ancestral da floresta, seguido de uma fala de boas-vindas do presidente do Instituto Sapien, Lucas Varela, e demais autoridades presentes. “Abrir um evento como o Txai Amazônia, que vai viabilizar uma discussão de preparação para a COP30, é mais que um privilégio. É um presente, uma oportunidade, uma conquista. Há muito tempo não tínhamos a nossa voz abrindo um acontecimento tão importante”, celebra Mapu. A cerimônia contará ainda com a presença de autoridades dos nove estados da Amazônia Legal, além de representantes do Peru e da Bolívia, reunidos para reforçar o compromisso internacional com a bioeconomia e a justiça climática. Novos olhares A programação da manhã segue com o painel “O olhar indígena para a construção dos conceitos de sociobiodiversidade e sociobioeconomia”, mediado por Francisca Arara, Secretária Extraordinária dos Povos Indígenas do Acre.  Na sequência, às 11h, acontece um intercâmbio cultural com a comitiva Huni Kuin do Centro Huwã Karu Yuxibu Shukutã Bari Bay, seguido pelo debate sobre o “Plano Nacional da Bioeconomia”, mediado por Marky Brito, diretor de desenvolvimento regional do Estado. À tarde, os olhares se voltam para o potencial produtivo da floresta. Às 14h, o engenheiro florestal Marcos Rino media o painel sobre manejo madeireiro e uso do bambu amazônico como alternativa sustentável.  No mesmo horário, o público poderá conhecer de perto duas iniciativas inspiradoras com os casos de sucesso: a Amazon Biotechnology, com soluções biotecnológicas para a floresta, e a Da Tribu, empreendimento paraense que transforma borracha em arte e resistência. Mais tarde, às 15h30, a especialista Alessandra Peres conduz uma mesa sobre instrumentos financeiros para a bioeconomia, com foco em oportunidades públicas e internacionais para serviços ambientais. Em paralelo, a mostra de casos de sucesso traz o Projeto RECA, modelo de reflorestamento comunitário, e a JL Paula JR DESIGN, que conecta inovação, produtos sustentáveis e branding com impacto positivo. Fechando o primeiro dia, às 16h30, o painel “Bioeconomia e Agro” será mediado por Edivan Maciel, propondo uma provocação necessária: como aproximar o agronegócio de práticas sustentáveis e como a bioeconomia pode influenciar os modos de produção do campo. Bioeconomia, gastronomia e cultura Além dos painéis e debates, o público que circular pelo espaço do eAmazônia encontrará durante os quatro dias de evento a Mostra Cultural de Bioeconomia, um ponto de encontro entre saberes tradicionais, inovação e resistência. Expositores de toda a Amazônia Legal apresentarão biojoias, cosméticos naturais, utensílios em madeira, tecnologias sustentáveis e filtros de água potável pensados para comunidades isoladas. A Mostra Gastronômica também promete encantar os sentidos com sabores da floresta. Receitas ancestrais, ingredientes da sociobiodiversidade e a criatividade de chefs e cozinheiras tradicionais estarão reunidas para valorizar os alimentos que nascem da terra. E como cultura se vive com o corpo inteiro, às 15h a cantora Camila Cabeça conduz uma vivência dançante de carimbó, ritmo tradicional do Norte. Ao fim da tarde, a banda Forró no Balde leva ao palco o som do seringal, com um repertório de forró que embala a memória afetiva das comunidades ribeirinhas e urbanas do Acre. E todos os dias, ao meio-dia, acontecerá o FestCine Originários, com produções audiovisuais que retratam a vida na floresta, por meio de uma curadoria de filmes que colocam indígenas como protagonistas. A DJ Cau Bartholo também estará presente nos quatro dias de programação, sempre a partir das 17h, com sets inspirados na ancestralidade amazônica.

Txai Amazônia estreou em Rio Branco com mostra cultural vibrante e debates sobre bioeconomia

Txai Amazônia estreou em Rio Branco com mostra cultural vibrante e debates sobre bioeconomia

O espaço do eAmazônia, na Universidade Federal do Acre (UFAC), em Rio Branco AC), entre os dias 25 e 28 de julho, foi um ponto de encontro vibrante. Além das inúmeras oportunidades em bioeconomia e desenvolvimento sustentável que foram apresentadas no Seminário Internacional Txai Amazônia, o evento abrigou a Mostra Cultural de Bioeconomia, que trouxe muita música, teatro, gastronomia e diversas manifestações culturais. Cada uma das 23 atividades propôs uma experiência sensível e transformadora, em que a cultura local se apresenta não como adereço, mas como eixo central de uma nova visão de desenvolvimento para a Amazônia. Um destaque: todos os artistas que se apresentaram no palco do Txai Amazônia são da região Norte. Ao todo, foram mais de 160 artistas em 23 apresentações. Todos os dias, ao meio-dia, aconteceu o FestCine Originários, com produções audiovisuais que retratam a vida na floresta, por meio de uma curadoria de filmes que colocam indígenas, ribeirinhos e extrativistas como protagonistas. A DJ Cau Bartholo também esteve presente nos quatro dias de programação, sempre a partir das 17h, com sets inspirados na ancestralidade amazônica. Dia 25 de junho O líder espiritual Mapu Huni Kuin conduziu a cerimônia de abertura com rezos sagrados e a força ancestral da floresta, além do seu hit em parceria com Alok, “Yube Mana Ibubu”, às 8h30. Em seguida, aconteceu um momento de intercâmbio cultural com o povo Huni Kuin, com a comitiva do Centro Huwã Karu Yuxibu Shukutã Bari Bay, às 11h. “Abrir um evento como o Txai Amazônia, que vai viabilizar uma discussão de preparação para a COP30, é mais que um privilégio. É um presente, uma oportunidade, uma conquista. Há muito tempo não tínhamos a nossa voz abrindo um acontecimento tão importante”, celebra Mapu. A artista multifacetada Camila Cabeça conduziu uma vivência dançante de carimbó, ritmo tradicional do Norte. Para encerrar o primeiro dia do Txai Amazônia, a banda Forró no Balde apresentou um forró que vem do seringal, com um repertório de artistas consagrados que embalam memórias das margens do Acre. Com estreia no Acre, o seminário reuniu lideranças dos nove estados da Amazônia Legal, além de Bolívia e Peru, para promover a bioeconomia e a valorização da sociobiodiversidade como base para o desenvolvimento econômico da região. Dia 26 de junho A peça vencedora do Prêmio Nacional Arcanjo de Cultura na categoria Teatro, “Afluentes Acreanas”, do Teatro Candeeiro, se apresentou no palco do Seminário Internacional. Após a apresentação, o TRZ Crew promoveu uma vivência com integrantes do coletivo, reunindo live painting (grafite ao vivo) e o show literomusical “7 Linhas”. A campeã nacional do Slam Singulares 2023, Natielly Castro, mandou o recado: “E além da TRZ Crew e da Central de Slam, vai ter outras atividades e atrações incríveis para vocês. Tu não pode perder, né?” O Txai Amazônia abordou sete temas em 15 painéis, apresentando 20 casos de sucesso da bioeconomia regional. O evento esperou receber mais de dois mil participantes presenciais e foi totalmente gratuito. Às 18h, o grupo Jabuti Bumbá, manifestação cultural popular do Acre, apresentou mensagens de conscientização ambiental por meio da dança, do teatro e da música. A dança também teve destaque com a performance Corpo Terreiro, de Joy Ramos, às 15h, que expressa a ancestralidade por meio da interpretação em Libras. Dia 27 de junho O dia começou com o espetáculo teatral “Tonha”, às 10h, criado e protagonizado por Catarina Cândida. A apresentação teve um toque especial. Quem contou foi a própria criadora da peça: “Eu escolhi o palco do Txai para fazer a última apresentação do Tonha”, revela. O grupo Saiti Munuti Yawanawa conduziu a vivência Cantos e Encantos, com música ancestral, dança, pinturas sagradas, medicinas da floresta e elementos ritualísticos indígenas, às 11h. O Txai Amazônia também trouxe moda para o Acre com o desfile Yawa Tari, projeto inspirado no povo Yawanawa. A coleção homenageia as tradições, com roupas que unem elementos da natureza e da espiritualidade, inspiradas nos kenes (desenhos tradicionais e sagrados). Intérprete de “Meu Amor”, parceria com o DJ Alok, Ixã apresentou as canções autorais do seu primeiro EP. O show começou às 18h: “É maravilhoso me apresentar no estado onde eu cresci, que foi onde tudo começou também. Estar ali é cantar na raiz da coisa. Ao mesmo tempo, é também um desafio bonito: trazer um show novo, com a estética que eu tô construindo”, conta o cantor. Dia 28 de junho Cantos à capela e instrumentais, exposição de artesanatos, pinturas corporais com kenes, rodada de rapé, contação de histórias, exposição de ervas medicinais, danças e desfile com tari e kenes indígenas foram destaques da programação do último dia, às 14h, em uma vivência com os povos Shanenawa, Huni Kuin e Kaxinawa. Em seguida, o espetáculo ‘Correrias’ narrou o cotidiano dos povos originários e seus corpos territoriais em rituais livres, dentro do imaginário das divindades da floresta. Para encerrar, Maya Dourado e banda apresentaram o show ‘Salve Essa Terra’, espetáculo autoral que reúne composições com temática ambiental e social. “Um show especialmente feito para contar as nossas histórias enquanto pessoas negras, amazônicas e viventes no Acre, à beira do rio”, descreve Dourado. O seminário foi organizado pelo Instituto Sapien, uma instituição científica, tecnológica e de inovação dedicada à pesquisa e gestão para o desenvolvimento regional, em parceria com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR), o Governo do Estado do Acre, suas secretarias e 25 instituições locais.

Txai Amazônia traz ao Acre marca de moda sustentável que cria biomateriais a partir da borracha nativa do Pará

Txai Amazônia traz ao Acre marca de moda sustentável que cria biomateriais a partir da borracha nativa do Pará

ainah Fagundes, cofundadora da Da Tribu, fala sobre atuar no fortalecimento de comunidades extrativistas  O que acontece quando juntamos ancestralidade e inovação? Essa pode ser a pergunta que guia a história da ‘Da Tribu’, uma marca de moda paraense que cria biomateriais utilizando a borracha como matéria-prima. O empreendimento é um dos casos de sucesso que estarão no Txai Amazônia, evento que acontece no espaço eAmazônia, na Universidade Federal do Acre (Ufac), em Rio Branco. Com apresentação marcada para 25 de junho, às 14h, no seminário, Tainah Fagundes, uma das fundadoras da ‘Da Tribu’, conta que o interesse pela ancestralidade começa muito antes do que se imagina: “Começa a partir da trajetória de vida da minha mãe, Cátia Fagundes. Ela não concluiu os estudos, terminou apenas o ensino médio e não fez graduação. Teve filhos muito jovem e enfrentou muitas dificuldades para se manter. Fez de tudo um pouco. Há cerca de 15 anos, quando ainda não existiam maquininhas de cartão, acumulou 20 mil reais em dívidas com clientes que não pagavam. Isso dificultou o acesso ao crédito. Com as roupas novas que sobraram das vendas, começou a criar os primeiros acessórios”, relembra. Assim nasceu a Da Tribu: com mais de 20 mil reais em dívidas, reaproveitando resíduos têxteis para transformar em suas primeiras peças. Desde o início, o conceito de moda sustentável esteve presente. Nada foi comprado inicialmente; tudo foi aproveitado a partir do que já existia. Usaram diversos materiais e técnicas antigas, crochê, papel, papel machê, vinil, fitas magnéticas de fita cassete, que se tornaram base para a moda sustentável que Tainah e sua mãe acreditam. Mesmo sem recursos ou investimento financeiro planejado, começaram com o que tinham. Para a Da Tribu, trabalhar com a borracha nativa é uma reconexão e um reconhecimento da força dos povos da floresta, especialmente indígenas. Elas utilizam sementes e fibras da floresta, buscando apresentar um novo olhar sobre a moda sustentável. Depois de 15 anos experimentando vários materiais, há 10 anos começaram a fortalecer o uso da borracha nativa. Foi em uma feira de tecnologia social que se reconectaram com esse insumo, entendendo que era possível ressignificar o ciclo da borracha por meio da união entre tecnologia social e inovação da economia criativa. A partir disso, passaram a aplicar um design mais contemporâneo, sem renunciar à identidade e inclusão, bases da bioeconomia. “Quando falamos em moda sustentável na Amazônia, não estamos falando de um polo têxtil, porque isso aqui não existe como no Sul ou Sudeste, nem como no Nordeste, que é produtor de algodão orgânico e jeans. Aqui, a força está nos bioativos. Falamos de identidade, pertencimento, território. De envolver pessoas no processo extrativista, junto com suas famílias. Assim, conseguimos inovar em fios e tecidos para o setor têxtil, começando pelas nossas joias orgânicas”, declara Tainah sobre a trajetória da marca. Amazônia em foco As mulheres por trás da Da Tribu contam a história do novo ciclo da borracha nativa na Amazônia a partir do protagonismo de extrativistas e mulheres que participam do processo, demonstrando autonomia nas práticas, no fazer e na valorização dos saberes. Fagundes reflete sobre os desafios desta missão: “Não é fácil, porque precisamos sensibilizar e educar um mercado que vem de uma lógica muito industrializada, onde as percepções de valor ainda são bastante nichadas. Acreditamos que essa moda da floresta precisa ser cada vez mais democrática. Não vemos o mercado de luxo como caminho para nossa sustentabilidade. Quanto mais pessoas souberem e tiverem acesso aos nossos produtos, seja pelas joias orgânicas ou pelos biomateriais, frutos de uma pesquisa que desenvolvemos ao longo dos anos, mais cumpriremos nosso papel”, diz. A empreendedora também fala sobre a alegria de vir ao Acre, terra de Chico Mendes. Sua vinda é viabilizada pelo Txai Amazônia e, para além dos debates e da importância de discutir sociobioeconomia em espaços plurais e de negócios, algo que o seminário tem em seu cerne, Tainah destaca o significado pessoal de estar nesse espaço: “Milton Nascimento lançou um álbum chamado ‘Txai’ na minha infância, que considero um dos mais bonitos da história do Brasil. É nesse lugar que nos reconhecemos como parentes. Os indígenas descobriram o potencial da borracha, e hoje temos o dever de manter essa floresta de pé e valorizar processos tão genuínos e potentes para a vida na floresta”, afirma. A Da Tribu torna esses materiais acessíveis para que marcas e designers possam adquiri-los. Poder mostrar e ser convidada para contar essa história que não é só dela e de sua mãe, mas também de todos os amazônidas, muitos dos quais ainda se sentem desconectados da identidade amazônica e da relação com a borracha, “é uma grande alegria” para Tainah. “Estar aqui, no Acre, no território de Chico Mendes, é muito significativo para a gente. Respeitamos essa família e todos os povos que lutam dia após dia por essa floresta. Nós, que viemos do Pará, estamos trabalhando no aperfeiçoamento dessa história. Acho que essa relação de conexão, de afetos, é o que realmente precisamos fortalecer”, finaliza a entrevistada. Uma das missões do Txai Amazônia é promover uma sociobioeconomia que vai além dos modelos industriais ou do capital financeiro, valorizando os elos de afeto, amizade e relações horizontais entre pessoas e comunidades. Sobre o TXAI Amazônia Com estreia no Acre, o seminário reunirá líderes dos nove estados da Amazônia Legal, entre os dias 25 e 28 de junho de 2025, além de Bolívia e Peru, para promover a bioeconomia e a valorização da sociobiodiversidade como base para o desenvolvimento econômico da região. Durante quatro dias, o TXAI Amazônia abordará sete temas em 15 painéis, apresentando 20 casos de sucesso da bioeconomia regional e uma Mostra Artística que integrará povos tradicionais, comunidade acadêmica e autoridades. O seminário é organizado pelo Instituto SAPIEN, uma instituição científica, tecnológica e de inovação dedicada à pesquisa e gestão para o desenvolvimento regional, em parceria com o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR), o Governo do Estado do Acre, suas secretarias e 25 instituições locais. Acesse o site

Coletivo que organiza a comercialização do pirarucu no Amazonas apresenta case de sucesso no Seminário Internacional Txai Amazônia

Coletivo que organiza a comercialização do pirarucu no Amazonas apresenta case de sucesso no Seminário Internacional Txai Amazônia

Organização atua há seis anos promovendo o manejo sustentável e garante o debate sobre uma bioeconomia local Nascida no Amazonas, a marca coletiva Gosto da Amazônia, coordenada pela Associação dos Produtores Rurais de Carauari (ASPROC), será um dos mais de 20 cases de sucesso apresentados no Seminário Internacional Txai Amazônia, realizado de 25 a 28 de junho, no espaço eAmazônia da Universidade Federal do Acre (UFAC), em Rio Branco. Com seis anos de atuação, a marca reúne diversas organizações da Amazônia envolvidas na cadeia de manejo sustentável do pirarucu. Criada para comercializar o peixe amazônico de forma coletiva e responsável, a iniciativa demonstra que é possível aliar geração de renda e valorização dos saberes tradicionais. “É um privilégio fazer parte de uma organização de base e mostrar que temos resultados. Apesar dos desafios comerciais, gerenciais, logísticos e estruturais, conseguimos superar uma realidade bastante difícil e mostrar que temos atuado com resultados concretos. Buscamos parcerias para isso”, afirma Ana Alice Oliveira de Britto, coordenadora de comercialização da ASPROC. A participação da marca no Txai Amazônia reforça a conexão entre o trabalho de base comunitária e os valores do evento, que busca promover soluções sustentáveis construídas a partir dos territórios e com protagonismo dos povos amazônicos. Durante o seminário, a coordenação da marca vai apresentar as conquistas e os aprendizados da trajetória, reforçando a importância de políticas públicas e investimentos para fortalecer experiências de bioeconomia nos territórios. “Temos resultados que demonstram que é possível fazer bioeconomia com impactos diretos na vida do homem e da mulher da floresta”, destaca Britto. A Gosto da Amazônia integra o Coletivo do Pirarucu, iniciativa que articula manejadores e manejadoras de pirarucu em unidades de conservação, terras indígenas e áreas com acordos de pesca, além de organizações de assessoria técnica e órgãos públicos. “O nosso objetivo é unir diversas iniciativas de manejo sustentável, fortalecendo essa cadeia de valor e contribuindo para a conservação da biodiversidade”, conclui a coordenadora. A apresentação da Gosto da Amazônia acontece no terceiro dia de seminário, na sexta-feira, 27, a partir das 16h. Para assistir o debate, os interessados devem se inscrever na plataforma do sympla, com link disponível no txaiamazonia.com.br, onde também é possível conferir toda a programação. Sobre o TXAI Amazônia O seminário reunirá líderes dos nove estados da Amazônia Legal, além de Bolívia e Peru, para promover a bioeconomia e a valorização da sociobiodiversidade como base para o desenvolvimento econômico da região. Durante quatro dias, o TXAI Amazônia abordará sete temas em 15 painéis, apresentando 20 casos de sucesso da bioeconomia regional e uma Mostra Artística que integrará povos tradicionais, comunidade acadêmica e autoridades. O seminário é organizado pelo Instituto SAPIEN, uma instituição científica, tecnológica e de inovação dedicada à pesquisa e gestão para o desenvolvimento regional, em parceria com o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR), o Governo do Estado do Acre, suas secretarias e 25 instituições locais.

Eugênio Pantoja mediará debate sobre financiamento privado para bioeconomia no Seminário Txai Amazônia

Eugênio Pantoja mediará debate sobre financiamento privado para bioeconomia no Seminário Txai Amazônia

Referência em sustentabilidade e desenvolvimento territorial, o especialista mediará o painel sobre instrumentos financeiros para a bioeconomia e os serviços ambientais. Com mais de 15 anos de atuação na construção de políticas públicas e soluções para a Amazônia, Eugênio Pantoja, um dos nomes mais respeitados da sociobioeconomia na região, mediará o painel “Financiamento privado para bioeconomia: instrumentos financeiros para bioeconomia e serviços ambientais – oportunidades privadas”. Este painel faz parte do Eixo “Financiamentos e Investimentos para Bioeconomia na Amazônia” do Seminário Txai Amazônia e será realizado no dia 26 de junho, às 16h30. Advogado paraense com ampla trajetória em instituições como IPAM, Governo do Acre, CI-Brasil, GIZ e, atualmente, gerente sênior da Norsk Hydro Brasil, Pantoja soma experiências em políticas públicas, mercados de carbono, pagamentos por serviços ambientais e fortalecimento de iniciativas locais em territórios como Acre, Pará, Amazonas e Maranhão. Sua atuação articula saberes técnicos com vivência direta junto a povos indígenas, comunidades tradicionais e gestores públicos. O painel mediado por Pantoja será uma oportunidade de aproximar o conhecimento técnico e as experiências territoriais de investidores, gestores e formuladores de políticas públicas. Com estreia no Acre, o seminário reunirá líderes dos nove estados da Amazônia Legal, entre os dias 25 e 28 de junho de 2025, além de Bolívia e Peru, para promover a bioeconomia e a valorização da sociobiodiversidade como base para o desenvolvimento econômico da região. A proposta é construir pontes entre os saberes amazônicos e as novas oportunidades para impulsionar uma bioeconomia de verdade, com base na floresta viva e nas pessoas que nela vivem. O Txai Amazônia é mais um passo nessa caminhada coletiva. Sobre o TXAI Amazônia Durante quatro dias, o TXAI Amazônia abordará sete temas em 15 painéis, apresentando 20 casos de sucesso da bioeconomia regional e uma Mostra Artística que integrará povos tradicionais, comunidade acadêmica e autoridades. O evento é totalmente gratuito. O seminário é organizado pelo Instituto SAPIEN, uma instituição científica, tecnológica e de inovação dedicada à pesquisa e gestão para o desenvolvimento regional, em parceria com o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR), o Governo do Estado do Acre, suas secretarias e 25 instituições locais. Acesse o site do Txai Amazônia e inscreva-se gratuitamente. O link também está disponível nas redes sociais do @txai.amazonia.  

Extrativismo Sustentável: chave para a bioeconomia amazônica é pauta de debate no Txai Amazônia

Extrativismo Sustentável: chave para a bioeconomia amazônica é pauta de debate no Txai Amazônia

Assessoria O Seminário Internacional Txai Amazônia, realizado de 25 a 28 de junho, no eAmazônia da Universidade Federal do Acre, terá uma programação intensa e inteiramente gratuita. O evento promete ser um palco crucial para discussões aprofundadas sobre a bioeconomia na região amazônica, especialmente em relação ao Painel sobre ‘Extrativismo Sustentável e seus Impactos para a Economia da Amazônia’, que compõe o eixo “Bioeconomia Amazônica: Produtos e Serviços” e promete ser um marco nos debates sobre o futuro da floresta em pé. O pesquisador da Embrapa [Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária], Eufran Amaral, ressalta a importância do extrativismo sustentável como a base para a preservação da floresta e para a prosperidade das comunidades locais. “A Amazônia é um bioma florestal, e o extrativismo é, de fato, a base para manter a floresta em pé e garantir valor a ela, assegurando que as pessoas que vivem na floresta tenham condições de melhorar sua forma de vida, mantendo-a”, explica Amaral. O painel sobre extrativismo sustentável buscará iluminar a relação intrínseca entre a geração de renda e a conservação ambiental. Serão discutidos produtos madeireiros e não madeireiros já conhecidos, além do potencial de outros que ainda não foram explorados ou que podem ser fortalecidos, como os serviços ambientais, a borracha e a castanha – produtos historicamente importantes para o desenvolvimento econômico da região. Para Eufran, o Seminário Txai Amazônia é um “ponto de encontro, um ponto de convergência de energia, de saberes de diferentes atores com um objetivo comum, que é, de fato, o desafio para avançar com a estratégia sustentável na Amazônia”. Essa troca de conhecimentos e experiências é vista como fundamental para potencializar as oportunidades de uma nova economia para a Amazônia, onde a floresta em pé gera valor e beneficia diretamente as comunidades locais. Após as discussões do painel, a expectativa é que o Seminário Txai Amazônia possa gerar recomendações claras e objetivas para todos os envolvidos na economia amazônica – governo, setor privado, sociedade civil e comunidades. O objetivo é que essas recomendações sirvam como um guia prático para avançar na agenda de desenvolvimento econômico, garantindo um futuro mais próspero e conservado para a Amazônia. “O extrativismo pode, de fato, avançar para uma Amazônia 4.0, assim como o extrativismo 4.0, onde tenhamos informação robusta com alta qualidade da distribuição dos produtos florestais, utilizando drones, modelagem digital, inteligência artificial, laser para mapear a floresta em três dimensões e garantir uma exploração cada vez mais sustentável. Uma exploração que consiga retirar o produto, garantindo a sua regeneração pela floresta. Essa é a chave”, destaca o pesquisador. Painel sobre Extrativismo Sustentável Mediando por Eufran Amaral, o painel sobre ‘Extrativismo Sustentável e seus Impactos para a Economia da Amazônia’ será promovido no segundo dia do evento, 26 de junho, às 10 horas. Para acompanhar presencialmente o debate, os interessados devem efetivar sua inscrição por meio do site txaiamazonia.com.br. Sobre o Txai Amazônia Realizado pelo Instituto Sapien – Instituição Científica, Tecnológica e de Inovação (ICT) dedicada à pesquisa e gestão para o desenvolvimento regional –, em colaboração com o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR), o Governo do Estado do Acre, por meio das Secretarias de Estado de Povos Indígenas (SEPI), Planejamento (SEPLAN), da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Acre (FAPAC) e mais de 20 instituições acreanas, o Seminário Internacional Txai Amazônia se apresenta como uma plataforma para a formulação de soluções inovadoras, integrando conhecimento técnico-científico, inovação e sabedoria ancestral. Acompanhe nossas redes sociais: @txai.amazonia.

A Mostra Cultural TXAI AMAZÔNIA, realizada durante os dias do seminário, é um evento vibrante que celebra a diversidade cultural da Amazônia. Com apresentações artísticas, oficinas e exposições, este espaço é dedicado à valorização e preservação das manifestações culturais dos povos amazônicos.

A Amazônia é uma das regiões mais biodiversas e culturalmente ricas do planeta. Este vasto ecossistema desempenha um papel crucial na regulação climática global e na manutenção da biodiversidade. Nosso objetivo é promover o desenvolvimento sustentável, respeitando e valorizando as tradições e o conhecimento dos povos que habitam esta região.

A bioeconomia e a sociobiodiversidade são pilares fundamentais para um desenvolvimento sustentável na Amazônia. Este conceito evolui para incluir não apenas o uso sustentável dos recursos naturais, mas também a valorização das culturas tradicionais e do conhecimento ancestral dos povos da floresta.

O Acre foi escolhido para sediar a 1ª edição do Seminário TXAI devido ao seu compromisso com a conservação ambiental e o desenvolvimento sustentável. Este Estado, rico em biodiversidade e cultura, oferece o cenário perfeito para debatermos e construirmos juntos um futuro sustentável para a Amazônia.