Com objetivo de fomentar a economia regional, o Txai Amazônia promove, durante a programação gratuita do evento, uma feira com empreendedores que trabalham em conexão com a bioeconomia. O seminário acontece até sábado, 28, no eAmazônia, na Universidade Federal do Acre (Ufac).
Um espaço foi dedicado aos empreendedores que trabalham com biojoias, óleos essenciais, marchetaria, produtos de látex, cestarias, capim dourado e artesanato indígena.
Um dos destaques da sociobiodiversidade em Epitaciolândia, interior do Acre, é o José Rodrigues de Araújo, conhecido como Doutor da Borracha, artesão de produtos de látex, um dos principais produtos da história do estado, material retirado da seringueira.
Na feira, a marca, criada em 2004, é representada pela Lene Campos, esposa do artesão, que destaca a importância de comercializar os produtos no Txai Amazônia e apresentar para quem não conhece. “Para nós é gratificante apresentar o nosso trabalho para fora do país, como tem muitos de outros países aqui, e de outros estados. É muito importante e está sendo bem aceito os nossos produtos”, explica.
Para o evento, há sapatos, pulseiras, colares, brincos, chaveiros e anéis de látex para comercialização.
Além da borracha, outro destaque são os artesanatos indígenas, dos povos Shanenawa e Huni Kuin, por meio da loja Rautí. Com os saberes ancestrais, o empreendimento comercializa brincos, braceletes, anéis, tornozeleiras e outros acessórios.
Jessica Shanenawa explica que a loja possui artesanato de mais de quatro famílias que não possuem condições de vender os produtos fora das suas terras. “Eles passam os acessórios para que nós possamos vender para eles. Nestes quatro dias estamos no Txai Amazônia e consideramos importante. Nós desenvolvemos e ganhamos nosso dinheiro com produtos feitos à mão, artesanal, com sementes e penas de pássaros”, ressalta.
Além dos acessórios, o empreendimento também traz a pintura indígena, com jenipapo, que tem ganhado destaque entre os visitantes.
De Tocantins, a Casa Dourada é um dos empreendimentos da feira. Eliene Bispo, presidente da Associação Dianopolina de Artesãos (ADA), coordena a loja.
“A Casa Dourada surgiu por meio de uma parceria entre a Secretaria de Cultura e a Prefeitura de Dianópolis, diante da necessidade de um ponto turístico e do reconhecimento ao artesanato de Capim Dourado. Seu propósito é dar visibilidade ao artesanato e promover a integração da sociedade”, fala sobre a caminhada do grupo até aqui.
A ADA surgiu com o objetivo de fortalecer a tradição local e gerar renda por meio do artesanato. O capim dourado, planta típica do Cerrado, é trabalhado com técnicas sustentáveis, respeitando o ciclo natural de colheita e com licença ambiental regularizada. Os integrantes produzem biojoias, peças decorativas e acessórios que já circularam em eventos estaduais, nacionais e até internacionais.





