A Casa Dourada, iniciativa da Associação Dianopolina de Artesãos (ADA), foi um dos cases apresentados no Seminário Internacional TXAI Amazônia 2025. O projeto representa a força do empreendedorismo feminino e da economia criativa no Tocantins, destacando-se pela produção artesanal com capim dourado e pela valorização dos saberes tradicionais da região.
Com sede em Dianópolis (TO), a Casa Dourada foi inaugurada em 2021 e se consolidou como um centro de referência em artesanato e turismo cultural. O espaço é resultado de uma parceria entre a Associação Dianopolina de Artesãos (ADA), a Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Turismo e Cultura (Sematuc) e a Prefeitura de Dianópolis. Desde então, tornou-se um ponto de encontro entre cultura, sustentabilidade e geração de renda.
Atualmente, o trabalho artesanal desenvolvido majoritariamente por mulheres impacta positivamente dezenas de famílias. As peças, feitas com capim dourado extraído de forma sustentável, são comercializadas em todo o país e exportadas para Bélgica, Espanha, Portugal, França e Estados Unidos.
Durante o TXAI Amazônia, a presidente da ADA, Eliene Bispo Cantuário, marcou presença no evento e expos as peças artesanais da Casa Dourada no espaço de expositores, permitindo que o público conhecesse de perto o trabalho com o capim dourado e sua relevância cultural e socioeconômica. Para Eliene, participar do Seminário representa “o reconhecimento da trajetória da Associação, a oportunidade de troca com outros artesãos e a ampliação da visibilidade do artesanato de capim dourado”.
A Casa Dourada tem como propósito fortalecer o empreendedorismo local, valorizar a cultura e ampliar o turismo cultural, contribuindo para o desenvolvimento sustentável do município e da região sudeste do Tocantins. Entre os principais desafios da iniciativa estão a manutenção do fluxo de visitantes e compradores, o acesso contínuo à matéria-prima e a criação de novas parcerias institucionais.
Reconhecida nacionalmente, a Casa Dourada recebeu em 2024 o Prêmio Sebrae de Prefeitura Empreendedora, na categoria Inclusão Produtiva, e, em 2022, a ADA foi contemplada com o selo Top 100 do Artesanato Brasileiro.
A experiência apresentada no TXAI Amazônia reforça a importância das práticas sustentáveis na cadeia do capim dourado e evidencia como a bioeconomia pode transformar realidades locais por meio da geração de renda, da preservação ambiental e da valorização cultural.

Foto: Agência Nexo