Evento no Acre marcou a agenda da bioeconomia e da sociobiodiversidade na Amazônia Legal
Entre os dias 25 e 28 de junho, o espaço e_Amazônia da Universidade Federal do Acre (UFAC), em Rio Branco, foi palco de uma verdadeira confluência de ideias, experiências e propósitos. O Seminário Internacional Txai Amazônia reuniu lideranças indígenas, representantes de governos, pesquisadores, empreendedores e movimentos sociais em uma jornada intensa de quatro dias dedicada a repensar o desenvolvimento da Amazônia Legal.
Promovido pelo Instituto Sapien, em parceria com o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional (MIDR), o Governo do Estado do Acre, a UFAC e mais de 20 instituições locais, nacionais e internacionais, o evento foi um marco na articulação de soluções para um futuro sustentável, integrando inovação tecnológica e sabedoria ancestral.
Um território fértil para novas possibilidades
Durante o seminário, os painéis temáticos e os fóruns colaborativos proporcionaram reflexões profundas sobre o papel da bioeconomia e da sociobiodiversidade na construção de alternativas econômicas mais justas, regenerativas e enraizadas nos territórios. Casos de sucesso foram apresentados como exemplos inspiradores de transformação, e os diálogos geraram propostas concretas para o fortalecimento de cadeias produtivas sustentáveis.
As discussões também impulsionaram o avanço das bases para um Plano Nacional de Bioeconomia, conectando os nove estados da Amazônia Legal em torno de um objetivo comum: desenvolver a região com protagonismo local, respeito à diversidade cultural e valorização dos saberes da floresta.
“O Txai não foi apenas um seminário — foi um espaço de escuta verdadeira, de articulação profunda e de construção coletiva. Saímos de lá com alianças fortalecidas e um senso de urgência renovado”, destacou Lucas Varela, presidente do Instituto Sapien.
Cultura viva e encontro de mundos
Mais do que debater políticas e estratégias, o Txai Amazônia foi também um espaço de celebração. A Mostra Artística e Cultural transformou o seminário em uma grande vivência amazônida, com apresentações musicais, performances, desfiles, exposições e rodas de conversa conduzidas por artistas e mestres de saberes tradicionais.
As atividades culturais aproximaram públicos diversos e reforçaram que o desenvolvimento sustentável da região passa, necessariamente, pelo reconhecimento da cultura como força econômica, política e simbólica.
Caminhos que continuam
Com o encerramento do seminário, o Instituto Sapien avança agora na sistematização dos resultados, reunindo as propostas em cartas propositivas que sintetizam os principais encaminhamentos do evento. Essas entregas servirão de base para fortalecer as articulações iniciadas, atrair novos investimentos e contribuir diretamente para a formulação de políticas públicas voltadas à bioeconomia e à valorização da sociobiodiversidade na Amazônia Legal.
“Txai”, na língua dos povos da floresta, significa irmão, companheiro de jornada. E foi exatamente esse o espírito que atravessou cada conversa, cada abraço e cada projeto que brotou ao longo dos dias de seminário.
Fotos: Agência Nexo